terça-feira, 9 de outubro de 2012

Eleições 2012: resumo dos grandes números


   O Brasil tem 85 municípios com mais de 200 mil habitantes, sendo 26 capitais e 59 cidades no interior. Dessas grandes cidades, 35 decidiram a eleição no primeiro turno. O PT já conquistou o maior número delas:
PT       8 grandes cidades (3,6 milhões de eleitores) - 5 prefeitos reeleitos
PSDB  6 grandes cidades (2,0 milhões de eleitores) - 1 prefeito  reeleito
PSB     5 grandes cidades (4,5 milhões de eleitores) - 2 prefeitos reeleitos
PMDB  4 grandes cidades (5,4 milhões de eleitores) - 3 prefeitos reeleitos

PT – Anápolis (GO), Canoas (RS), Carapicuíba (SP), Goiânia (GO), Osasco (SP), São Bernardo do Campo (SP), São José dos Campos (SP) e Uberlândia (MG).
PSDB – Ananindeua (PA), Betim (MG), Jaboatão dos Guararapes (PE), Maceió (AL), Piracicaba (SP) e Santos (SP).
PSB – Belo Horizonte (MG), Recife (PE), Limeira (SP), São José do Rio Preto (SP) e Serra (ES).
PMDB – Aparecida de Goiânia (GO), Bauru (SP), Boa Vista (RR) e Rio de Janeiro (RJ).

   A quantidade de eleitores do PMDB nas grandes cidades é maior devido à vitória indiscutível de Paes no RJ (Paes na Prefeitura e Cabral no Governo do Estado administram em parceria com o Planalto de Lula e Dilma). O PSB, por sua vez, foi bem sucedido em BH e Recife. O PT sai derrotado nestas capitais, mas é bom lembrar que o PSB é aliado do Governo Federal. Em Goiânia, a vitória petista veio como consequência dos desmandos do tucanato ligado ao escândalo Cachoeira.
   O Partido dos Trabalhadores também conseguiu a maior quantidade de prefeitos reeleitos nas grandes cidades (8), num sinal claro de aprovação às suas administrações.
   Além disso, o PT obteve sucesso em importantes cidades do chamado cinturão vermelho de SP, como São Bernardo do Campo, Carapicuíba, Embu das Artes, Osasco. Neste último caso, há litígio em andamento, mas o resultado é emblemático por simbolizar a pequena influência do "mensalão" nos resultados eleitorais (João Paulo Cunha, condenado no STF, desistiu de concorrer). O PT também venceu em São José dos Campos, antigo reduto tucano, consequência óbvia do chamado "massacre do Pinheirinho". Venceu também em Ubatuba, Jacareí e Taubaté. Há, ainda, grandes chances do PT vencer no 2° turno em outras importantes cidades: Santo André, Guarulhos, Mauá e Campinas.

   No quadro geral das prefeituras do país, tivemos:
PMDB   1.025 prefeituras (antes: 1093, queda de  6,2%)
PSDB      693 prefeituras (antes:  787, queda de 11,9%)
PT          628 prefeituras (antes:  550, crescimento de 14,2%)
PSD       491 prefeituras (antes: não participou)
   O destaque aqui é o crescimento do PT de 14,2% em relação a 2008. O PSDB, por sua vez, encolheu bastante: -11,9%. O PSD de Kassab nasce forte, na esteira do desmantelamento do DEM e da sangria do PSDB.

   No Brasil, o PT elegeu cerca de 1.800 vereadores a mais que em 2008:
PT        5.067 vereadores (antes: 4.169 - crescimento de 22%)
PSDB    5.146 vereadores (antes: 5.897 - queda de 22%)
PMDB   7.825 vereadores (antes: 8.475 - queda de 8%)

Em São Paulo, tido como reduto conservador, tivemos as seguintes votações na eleição para vereadores:
PT       1.122.486 (19,65%)
PSDB    1.033.500 (18,10%)
PSD      523.720 ( 9,17%)
PV        391.259 ( 6,85%)
PMDB    302.164 ( 5,29%)
PRB       296.230 ( 5,19%)
PTB      287.786 ( 5,04%)
PR        264.636 ( 4,63%)
DEM      223.284 ( 3,91%)
PSB      215.519 ( 3,77%)

Com isso, o PT elegeu a maior bancada de vereadores na principal capital do país:
PT     11
PSDB   9
PSD    7
PV      4
PMDB  4
PTB    4
PRB    4
PSB    3
PR      3

   Em números globais, a legenda mais bem votada no país foi o PT, com 17,2 milhões de votos válidos para o cargo de prefeito (12,5% do eleitorado nacional). O PMDB foi o segundo colocado com 16,7 milhões de votos (12,1%).
   Os grandes números desta eleição representam fortalecimento inequívoco do PT, indicando o apoio da população às políticas bem sucedidas do ex-Presidente Lula e da atual Presidenta Dilma. Lula também demonstra sua enorme capacidade de mobilização, com Haddad (que tinha apenas 3% das preferências no início da campanha) e Pelegrino (que pode sepultar o carlismo em Salvador). No segundo turno, tem grandes chances em Fortaleza, Rio Branco e Cuiabá.
   Apesar do bombardeio diário da velha mídia, a espetacularização do chamado "mensalão" provocou pequeno impacto no eleitorado. Foram muitos os gritos indignados, mas ficou no ar o sentimento de que a corrupção é um problema histórico e abrangente, não sendo exclusiva de um único partido.
   Por outro lado, a mesma indignação estampada nos jornais deixou de se refletir em propostas para resolver o problema, como se estivesse imbuída apenas de propósitos eleitoreiros. Pouco se falou, por exemplo, do financiamento público de campanha. Pouco se discutiram possíveis medidas para mitigar a influência do poder econômico nas eleições. Pouco se falou sobre a necessidade de se democratizar os oligopólios da comunicação. De maneira geral, todavia, o Brasil avança pouco a pouco no sentido de consolidar sua incipiente democracia.

Autor: Johnny Gonçalves

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

RECONHEÇA UM CANDIDATO FICHA LIMPA


A Lei da Ficha Limpa representa um enorme avanço para a democracia brasileira, estabelece novos paradigmas para a sociedade, porém, para ser posta efetivamente em prática a sociedade tem um papel fundamental e se torna um dos principais fiscalizadores desse processo. Apesar de diversas candidaturas terem sido barradas, muitos candidatos tentam burlar o sistema. Há um enorme esforço do Ministério Público para buscar informações e analisar esses casos. A sociedade deve colaborar, levando ao Ministério Público e a Justiça Eleitoral informações sobre eventuais desrespeitos à Ficha Limpa e a Lei Eleitoral que é muito rigorosa com aqueles que compram votos. 

Quando elegemos um candidato colocamos o nosso futuro e o de toda a nossa cidade nas mãos de quem vai nos representar. Cada eleitor é responsável pelo seu voto. A Ficha Limpa é uma conquista da sociedade, que traz esperança de dias melhores, e nós, cidadãos, temos a oportunidade de tornar essa esperança em realidade. 

Antes de votar pesquise o passado do candidato e de seu grupo de apoio, assim como suas propostas. Confira baixo algumas dicas que podem ajudar você a reconhecer um bom candidato: 

  1. Qual a história de vida do(a) candidato(a) no que se refere à sua atuação social? Quando e em que nível ele(a) já esteve dedicado a alguma ação de interesse público?
  2. O(a) candidato(a) responde a algum processo na justiça? De que tipo? E o grupo que o(a) acompanha?
  3. Quais são as principais linhas programáticas de seu partido? Quais suas figuras públicas mais conhecidas e seus valores ético-políticos?
  4. O(a) candidato(a) tem histórico de contas rejeitadas por irregularidades pelo TCU – Tribunal de Contas da União? Confira aqui!
  5. Como o(a) candidato(a) considera os servidores públicos, sem os quais não administra, e que relação pretende ter com eles, subordinada ao dever maior de sempre a servir à população?
  6. Como o(a) candidato(a) se posiciona em relação aos recorrentes escândalos nacionais de corrupção, e que papel seu partido tem no combate a esses crimes e aos políticos que os cometem?
  7. Quem está financiando a campanha eleitoral do(a) candidato(a), e com que objetivos, considerando que, em geral, empresas não fazem ‘doações’ e sim investimentos? Ainda não sabe? Confira aqui!
  8. Como o(a) candidato(a) está desenvolvendo sua campanha: pelo convencimento através de ideias, projetos e causas, buscando o voto de opinião, ou na base da compra de votos, da promessa de emprego, distribuição de cestas básicas, vaga na escola, leito em hospital e outras formas do crime de captação de sufrágio?
  9. Quais as propostas concretas do(a) candidato(a) para as políticas públicas mais importantes na cidade, os recursos e as maneiras de implementá-las?
  10. Como o(a) candidato(a) considera o povo de quem busca o apoio: como massa de manobra, tola, a ser dirigida, ou como cidadania ativa, cuja consciência, informação e participação permanente deve se estimular?


Voto não tem preço, tem consequência. 

Valorize o seu voto! Vote pela sua cidade, vote limpo!



terça-feira, 4 de setembro de 2012

RECOMENDAÇÃO PARA LEITURA...



Série 21

Eleições 2.0A Internet e as Mídias Sociais no Processo Eleitoral

1a. edição, 2009
Publifolha

Há quase 50 anos, a televisão é considerada a arma mais poderosa nas campanhas eleitorais. Na última década, porém, a internet assumiu um papel fundamental na política. A chegada de Obama à presidência dos EUA coroa o uso da rede e das mídias sociais como ferramenta de comunicação para candidatos e partidos.
Neste livro, Antonio Graeff mostra como essa mudança não tem a ver só com o uso das mídias sociais pelos candidatos --tem a ver com seu uso pelos cidadãos. O uso de blogs, YouTube, Wikipédia e Orkut tornou-se ferramenta essencial de comunicação e representa a descentralização da informação, fator que não pode mais ser ignorado.

Você pode adquirir no site da Livraria da Folha (http://livraria.folha.com.br) ou também no Submarino (http://www.submarino.com.br)